A Crise dos Princípios: Entre a Lei e a Ética
Gabriel Rodriguez
Temos discutido muito sobre princípios
nos púlpitos e nas academias, mas muitas vezes relegamos os valores a uma mera
filosofia, dividindo tudo em blocos simplificados a saber apenas. Quando nos
convém, nos submetemos cegamente à letra da lei, como se fosse à única
autoridade, mas quando queremos abusar do sistema, invocamos os princípios mais
nobres, alegando interesse coletivo quando, na verdade, defendemos apenas
nossos próprios interesses, agindo de forma hipócrita. Assim, em vez de
promover o "eterno retorno", acabamos por criar uma eterna agonia: um
devido processo legal desprovido de ética, a serviço do discurso vazio, do
juramento sem vento, tudo em reflexo de um discurso sobre Jesus sem amor, uma
divisão de poderes permeada pela amizade suspeita, manipulando petições
(petição cortada) e a advocacia administrativa em detrimento da justiça em
âmago/amargo mais elevado.
Está claro que os princípios estão
sendo ignorados e usados conforme as conveniências das circunstâncias,
favorecendo não a melhor sentença, mas sim a coisa julgada material do grande
sobre o pequeno, os direitos adquiridos à custa de influência (lobbyismo) ou
corrupção, não apenas dos desvios atuais, mas daquilo que é considerado
"última ratio", e contra todos.
Por fim, Isso nos faz questionar a que
valores ou princípios realmente servimos: a nós mesmos, às dores dos outros ou
ao nosso ego, que se alimenta dos interesses vazios? A inclusão da diversidade,
um princípio necessário para a democracia, ou ainda a separação imagética dos
poderes em seus freios e contrapesos, em funções típicas e atípicas, por
exemplo, parece ser apenas mais um princípio superficial, sem efetividade,
dentro de um mundo ainda em “valores” á princípio.
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