terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

 

A Crise dos Princípios: Entre a Lei e a Ética


Gabriel Rodriguez

Temos discutido muito sobre princípios nos púlpitos e nas academias, mas muitas vezes relegamos os valores a uma mera filosofia, dividindo tudo em blocos simplificados a saber apenas. Quando nos convém, nos submetemos cegamente à letra da lei, como se fosse à única autoridade, mas quando queremos abusar do sistema, invocamos os princípios mais nobres, alegando interesse coletivo quando, na verdade, defendemos apenas nossos próprios interesses, agindo de forma hipócrita. Assim, em vez de promover o "eterno retorno", acabamos por criar uma eterna agonia: um devido processo legal desprovido de ética, a serviço do discurso vazio, do juramento sem vento, tudo em reflexo de um discurso sobre Jesus sem amor, uma divisão de poderes permeada pela amizade suspeita, manipulando petições (petição cortada) e a advocacia administrativa em detrimento da justiça em âmago/amargo mais elevado.

Está claro que os princípios estão sendo ignorados e usados conforme as conveniências das circunstâncias, favorecendo não a melhor sentença, mas sim a coisa julgada material do grande sobre o pequeno, os direitos adquiridos à custa de influência (lobbyismo) ou corrupção, não apenas dos desvios atuais, mas daquilo que é considerado "última ratio", e contra todos.

Por fim, Isso nos faz questionar a que valores ou princípios realmente servimos: a nós mesmos, às dores dos outros ou ao nosso ego, que se alimenta dos interesses vazios? A inclusão da diversidade, um princípio necessário para a democracia, ou ainda a separação imagética dos poderes em seus freios e contrapesos, em funções típicas e atípicas, por exemplo, parece ser apenas mais um princípio superficial, sem efetividade, dentro de um mundo ainda em “valores” á princípio.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

  Deus no Palácio, Bíblia na Legislação: A Crise da Laicidade Brasileira. Gabriel Rodriguez O Estado é uma organização política composta...