domingo, 25 de fevereiro de 2024

Catarse

Gabriel Rodriguez





Na prisão das obrigações, nos grilhões do dever,

A alma busca alívio, anseia pelo saber?!

Religião impõe castigo, pecado original,

Culpa nos oprime, pesar descomunal.




Inferno em nossa mente, medo a nos assombrar,

Purgatório de sofrimento, onde não há como escapar.

Apocalipse iminente, sombras a nos cercar,

Mas na catarse buscamos, a liberdade encontrar.





Sistema educacional, tradicional, repressão a nos tolher,

Cabeças enclausuradas, sem poder florescer.

Alimentações que matam, venenos disfarçados a nos esconder,

Remédios que nos aprisionam, destinos selados a morrer.


Mas na catarse encontramos, a luz a brilhar,

Rompendo correntes, novo horizonte a vislumbrar.

Da prisão das obrigações, nos libertamos enfim,

Renasce a esperança, num novo amanhã por fim.





Numa mente aberta, liberta do sistema e suas divisões,

Uma 'nova ordem' que sempre foi a mesma: 

os grandes que escravizam, os podres que sobrevivem,

E todos alienados pelo ufanismo ... 

da dialética "dos amigos" á iludir: em bons e ruins,

os tais mocinhos e ladrões,

e nada mais. 




 e assim o sistema se mantém, 

o poder, 'status quo' a defender,

Alimentam seu ego, e mais gente a 'compra+descer'.




Alguns falecem neste novo "amanhã+SER",

Num mundo de "sombras", 

difícil "compreen+der":

a flor a enaltecer!!




Um comentário:

  1. Parabéns, um dos poemas mais realistas que ja li, não apenas aborda o sentido de liberdade mascarada pelo qual vivenciamos todos os dias como faz refletir sobre a sociedade como um todo. Continue com o belo trabalho. Seus poemas são ótimos.

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