Catarse
Gabriel Rodriguez
Na prisão das obrigações, nos grilhões do dever,
A alma busca alívio, anseia pelo saber?!
Religião impõe castigo, pecado original,
Culpa nos oprime, pesar descomunal.
Inferno em nossa mente, medo a nos assombrar,
Purgatório de sofrimento, onde não há como escapar.
Apocalipse iminente, sombras a nos cercar,
Mas na catarse buscamos, a liberdade encontrar.
Sistema educacional, tradicional, repressão a nos tolher,
Cabeças enclausuradas, sem poder florescer.
Alimentações que matam, venenos disfarçados a nos esconder,
Remédios que nos aprisionam, destinos selados a morrer.
Mas na catarse encontramos, a luz a brilhar,
Rompendo correntes, novo horizonte a vislumbrar.
Da prisão das obrigações, nos libertamos enfim,
Renasce a esperança, num novo amanhã por fim.
Numa mente aberta, liberta do sistema e suas divisões,
Uma 'nova ordem' que sempre foi a mesma:
os grandes que escravizam, os podres que sobrevivem,
E todos alienados pelo ufanismo ...
da dialética "dos amigos" á iludir: em bons e ruins,
os tais mocinhos e ladrões,
e nada mais.
e assim o sistema se mantém,
o poder, 'status quo' a defender,
Alimentam seu ego, e mais gente a 'compra+descer'.
Alguns falecem neste novo "amanhã+SER",
Num mundo de "sombras",
difícil "compreen+der":
a flor a enaltecer!!
Parabéns, um dos poemas mais realistas que ja li, não apenas aborda o sentido de liberdade mascarada pelo qual vivenciamos todos os dias como faz refletir sobre a sociedade como um todo. Continue com o belo trabalho. Seus poemas são ótimos.
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