A CRUZ, a estrela e a ESPADA a caminho ...
A apropriação indevida do símbolo da bandeira
de Israel por alguns grupos evangélicos brasileiros em seus cultos tem sido
alvo de críticas e reflexões. Essa prática levanta questões sobre a ética
religiosa, a manipulação simbólica e o uso do poder dos falsos profetas
(fariseus).
Alarde: muitos pastores, nos ‘‘últimos tempos’’,
têm usado a bandeira de Israel como um instrumento para reforçar sua autoridade
e influência sobre os fiéis. Mas ao vincular a bandeira de Israel a Jesus ao invés
da cruz, cometem um anacronismo, além de uma apropriação indevida da
cultura e religião do povo Judeu.
Doravante, ao reforçar a estrela e a bandeira
de Israel, os líderes religiosos estabelecem uma conexão simbólica com o
dízimo, fortalecendo a doutrina atrasada e de outra cultura associada aos
judeus. Ao fazerem isso, tais líderes buscam legitimar suas interpretações
teológicas e práticas doutrinárias abusivas, “desviando recursos financeiros”
(dinheiro na cueca) que poderiam ajudar a massa de fiéis mais pobres. Isso
contraria a intenção original do dízimo, que era destinado para alimentar
órfãos, viúvas e os mais necessitados. Esse sistema religioso tem se perpetuado
por séculos, resultando no acúmulo de riqueza em detrimento da comunidade
religiosa mais necessitada do amor ao próximo.
Deuteronômio 14: 28-29:
"Ao final de cada três anos, tragam
todos os dízimos da colheita do terceiro ano, armazenando-os em sua própria
cidade, para que os levitas (já recebem e muito), que não possuem propriedade
nem herança (vivem na igreja, tem voto de pobreza?!?), e os
estrangeiros, os órfãos e
as viúvas que vivem na sua cidade venham
comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, os abençoe em todo o
trabalho das suas mãos”.
Outrossim, para muitos evangélicos brasileiros,
a bandeira de Israel representa não apenas um país geopolítico, mas também um
profundo significado espiritual ligado às suas crenças religiosas. Eles
enxergam Israel como a terra prometida, um lugar de conexão com as raízes
históricas do cristianismo e um símbolo da fidelidade de Deus às suas
promessas.
No entanto, é importante estabelecer um
parâmetro claro de que a cruz é o símbolo central do cristianismo, não a
estrela de Davi. Neste contexto use a espada do discernimento que abre os olhos
a todo entendimento. Israel (de hoje) é um país, Estado judeu (não acredita em
Jesus) e que apoia a diversidade, incluindo a comunidade LGBTQ+ e outras formas
de pluralidade de amor, isso contrasta com a postura muitas vezes conservadora
adotada por alguns grupos cristãos brasileiros, um paradoxo tétrico, uma “celeuma
artrite”, fruto da criatividade latente brasileira, mas de uma incoerência sórdida.
Israel, como um estado moderno, não pode ser
simplificado como o Israel do Velho Testamento, falta contexto histórico, existe
uma hermenêutica grosseira, uma cronologia perversa. Com a vinda de Jesus, o
simbolismo mudou, a cruz, se tornou o centro da fé cristã, não mais a bandeira,
de Israel ou seus símbolos, estrelas, liturgias, salvo se for Judeu ou/e numa
busca desfreada de significado num neologismo insano e forçoso: “Judeucristão”!
Além disso, neste mister conceitual, é importante ressaltar que os judeus não
creem em Jesus como o Messias, o que adiciona complexidade à relação entre as
tradições religiosas e essa apropriação indevida no tocante a fé Cristã genuína.
Assim, ainda é bom ressaltar que a apropriação
indevida da bandeira de Israel em cultos evangélicos muitas vezes ocorre sem um
entendimento completo do contexto histórico, político e cultural do país. Isso
pode levar a interpretações superficiais e distorcidas da fé judaica e também
da fé cristã, além de minimizar a importância das questões éticas e políticas
que envolvem Israel (Estado) e o povo judeu.
Então, essa abordagem 'escusa' até o momento
transcende não apenas esse ponto, mas levanta questões éticas sobre a
instrumentalização da fé e a manipulação das emoções dos fiéis em prol de
interesses pessoais ou institucionais. A utilização da bandeira de Israel como
um símbolo de poder e autoridade pode distorcer o verdadeiro significado do
evangelho e desviar o foco da mensagem de amor, perdão e justiça pregada por
Jesus Cristo, sendo perigosas essas associações.
Portanto, é crucial que os fiéis e os
"pastores de verdade" estejam atentos às motivações por trás da
utilização da bandeira de Israel nos cultos e questionem criticamente o uso de
símbolos religiosos de outra cultura para legitimar práticas abusivas. O
verdadeiro poder do evangelho reside na transformação espiritual e na busca
pela justiça e equidade, não na manipulação simbólica ou na manutenção do poder
institucional de religiões que não são as suas, nem poderiam ser (pois não
creem em Jesus, ao contrário, negam). Preguem e usem a Cruz, não "uma
estrela" que não tem sentido na sua fé, pelo menos dentro da sanidade e
coerência religiosa.
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