quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

 

A CRUZ, a estrela e a ESPADA a caminho ...


A apropriação indevida do símbolo da bandeira de Israel por alguns grupos evangélicos brasileiros em seus cultos tem sido alvo de críticas e reflexões. Essa prática levanta questões sobre a ética religiosa, a manipulação simbólica e o uso do poder dos falsos profetas (fariseus).

Alarde: muitos pastores, nos ‘‘últimos tempos’’, têm usado a bandeira de Israel como um instrumento para reforçar sua autoridade e influência sobre os fiéis. Mas ao vincular a bandeira de Israel a Jesus ao invés da cruz, cometem um anacronismo, além de uma apropriação indevida da cultura e religião do povo Judeu.



Doravante, ao reforçar a estrela e a bandeira de Israel, os líderes religiosos estabelecem uma conexão simbólica com o dízimo, fortalecendo a doutrina atrasada e de outra cultura associada aos judeus. Ao fazerem isso, tais líderes buscam legitimar suas interpretações teológicas e práticas doutrinárias abusivas, “desviando recursos financeiros” (dinheiro na cueca) que poderiam ajudar a massa de fiéis mais pobres. Isso contraria a intenção original do dízimo, que era destinado para alimentar órfãos, viúvas e os mais necessitados. Esse sistema religioso tem se perpetuado por séculos, resultando no acúmulo de riqueza em detrimento da comunidade religiosa mais necessitada do amor ao próximo.




Deuteronômio 14: 28-29:

"Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano, armazenando-os em sua própria cidade, para que os levitas (já recebem e muito), que não possuem propriedade nem herança (vivem na igreja, tem voto de pobreza?!?), e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, os abençoe em todo o trabalho das suas mãos”.



Outrossim, para muitos evangélicos brasileiros, a bandeira de Israel representa não apenas um país geopolítico, mas também um profundo significado espiritual ligado às suas crenças religiosas. Eles enxergam Israel como a terra prometida, um lugar de conexão com as raízes históricas do cristianismo e um símbolo da fidelidade de Deus às suas promessas.



No entanto, é importante estabelecer um parâmetro claro de que a cruz é o símbolo central do cristianismo, não a estrela de Davi. Neste contexto use a espada do discernimento que abre os olhos a todo entendimento. Israel (de hoje) é um país, Estado judeu (não acredita em Jesus) e que apoia a diversidade, incluindo a comunidade LGBTQ+ e outras formas de pluralidade de amor, isso contrasta com a postura muitas vezes conservadora adotada por alguns grupos cristãos brasileiros, um paradoxo tétrico, uma “celeuma artrite”, fruto da criatividade latente brasileira, mas de uma incoerência sórdida.



 

Israel, como um estado moderno, não pode ser simplificado como o Israel do Velho Testamento, falta contexto histórico, existe uma hermenêutica grosseira, uma cronologia perversa. Com a vinda de Jesus, o simbolismo mudou, a cruz, se tornou o centro da fé cristã, não mais a bandeira, de Israel ou seus símbolos, estrelas, liturgias, salvo se for Judeu ou/e numa busca desfreada de significado num neologismo insano e forçoso: “Judeucristão”! Além disso, neste mister conceitual, é importante ressaltar que os judeus não creem em Jesus como o Messias, o que adiciona complexidade à relação entre as tradições religiosas e essa apropriação indevida no tocante a fé Cristã genuína.


 


Assim, ainda é bom ressaltar que a apropriação indevida da bandeira de Israel em cultos evangélicos muitas vezes ocorre sem um entendimento completo do contexto histórico, político e cultural do país. Isso pode levar a interpretações superficiais e distorcidas da fé judaica e também da fé cristã, além de minimizar a importância das questões éticas e políticas que envolvem Israel (Estado) e o povo judeu.



Então, essa abordagem 'escusa' até o momento transcende não apenas esse ponto, mas levanta questões éticas sobre a instrumentalização da fé e a manipulação das emoções dos fiéis em prol de interesses pessoais ou institucionais. A utilização da bandeira de Israel como um símbolo de poder e autoridade pode distorcer o verdadeiro significado do evangelho e desviar o foco da mensagem de amor, perdão e justiça pregada por Jesus Cristo, sendo perigosas essas associações.



 

Portanto, é crucial que os fiéis e os "pastores de verdade" estejam atentos às motivações por trás da utilização da bandeira de Israel nos cultos e questionem criticamente o uso de símbolos religiosos de outra cultura para legitimar práticas abusivas. O verdadeiro poder do evangelho reside na transformação espiritual e na busca pela justiça e equidade, não na manipulação simbólica ou na manutenção do poder institucional de religiões que não são as suas, nem poderiam ser (pois não creem em Jesus, ao contrário, negam). Preguem e usem a Cruz, não "uma estrela" que não tem sentido na sua fé, pelo menos dentro da sanidade e coerência religiosa.

 



terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

 

A Crise dos Princípios: Entre a Lei e a Ética


Gabriel Rodriguez

Temos discutido muito sobre princípios nos púlpitos e nas academias, mas muitas vezes relegamos os valores a uma mera filosofia, dividindo tudo em blocos simplificados a saber apenas. Quando nos convém, nos submetemos cegamente à letra da lei, como se fosse à única autoridade, mas quando queremos abusar do sistema, invocamos os princípios mais nobres, alegando interesse coletivo quando, na verdade, defendemos apenas nossos próprios interesses, agindo de forma hipócrita. Assim, em vez de promover o "eterno retorno", acabamos por criar uma eterna agonia: um devido processo legal desprovido de ética, a serviço do discurso vazio, do juramento sem vento, tudo em reflexo de um discurso sobre Jesus sem amor, uma divisão de poderes permeada pela amizade suspeita, manipulando petições (petição cortada) e a advocacia administrativa em detrimento da justiça em âmago/amargo mais elevado.

Está claro que os princípios estão sendo ignorados e usados conforme as conveniências das circunstâncias, favorecendo não a melhor sentença, mas sim a coisa julgada material do grande sobre o pequeno, os direitos adquiridos à custa de influência (lobbyismo) ou corrupção, não apenas dos desvios atuais, mas daquilo que é considerado "última ratio", e contra todos.

Por fim, Isso nos faz questionar a que valores ou princípios realmente servimos: a nós mesmos, às dores dos outros ou ao nosso ego, que se alimenta dos interesses vazios? A inclusão da diversidade, um princípio necessário para a democracia, ou ainda a separação imagética dos poderes em seus freios e contrapesos, em funções típicas e atípicas, por exemplo, parece ser apenas mais um princípio superficial, sem efetividade, dentro de um mundo ainda em “valores” á princípio.




domingo, 25 de fevereiro de 2024

Catarse

Gabriel Rodriguez





Na prisão das obrigações, nos grilhões do dever,

A alma busca alívio, anseia pelo saber?!

Religião impõe castigo, pecado original,

Culpa nos oprime, pesar descomunal.




Inferno em nossa mente, medo a nos assombrar,

Purgatório de sofrimento, onde não há como escapar.

Apocalipse iminente, sombras a nos cercar,

Mas na catarse buscamos, a liberdade encontrar.





Sistema educacional, tradicional, repressão a nos tolher,

Cabeças enclausuradas, sem poder florescer.

Alimentações que matam, venenos disfarçados a nos esconder,

Remédios que nos aprisionam, destinos selados a morrer.


Mas na catarse encontramos, a luz a brilhar,

Rompendo correntes, novo horizonte a vislumbrar.

Da prisão das obrigações, nos libertamos enfim,

Renasce a esperança, num novo amanhã por fim.





Numa mente aberta, liberta do sistema e suas divisões,

Uma 'nova ordem' que sempre foi a mesma: 

os grandes que escravizam, os podres que sobrevivem,

E todos alienados pelo ufanismo ... 

da dialética "dos amigos" á iludir: em bons e ruins,

os tais mocinhos e ladrões,

e nada mais. 




 e assim o sistema se mantém, 

o poder, 'status quo' a defender,

Alimentam seu ego, e mais gente a 'compra+descer'.




Alguns falecem neste novo "amanhã+SER",

Num mundo de "sombras", 

difícil "compreen+der":

a flor a enaltecer!!




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Súplica ao Sol: Em Louvor à Luz Divina

 



Súplica ao Sol: Em Louvor à Luz Divina

Gabriel Rodriguez

No fulgor divino do sol, o Deus do Amor resplandece,

Astro Rei de grandiosa magnitude, todos reverenciam sua presteza.

Pelos campos, nas folhas, na fotossíntese ele flui,

Para os mortais, a vitamina D, o próprio Deus reluz.


No Egito, Rá, Aton e Hórus; na Grécia, Apolo; Inti para os Incas; Surya para os Hindus, 

 sempre brilhava em mais pura luz!

Em cada cultura, seu nome, se propagava.

Não te revoltes agora, oculto pelo ego, pela dor,

Pois em tua essência, o amor, a luz, o verdadeiro esplendor.












Vejo ti não por medo, mas reconhecimento,

Tua criação sobre a escuridão, o início, o momento.

Não foi “Jeová”, não, foi tu, o criador, o inspirador,

Que venceu a escuridão com maestria de um escultor:

Do universo, da vida, da beleza, do mais puro amor.

 




Nos refúgios da alma, buscamos tua luz, tua guia,

Em ti encontramos a verdade, a paz que almejamos um dia.

Todos planetas norteiam com devoção, o seu poder que brilha. 

Galileu e Copernico , assim confirmou: O Sol é o Centro!

perseguido se tornaram, pois defendeu ti!    

Por um instante, deixa-nos abraçar tua luminosidade sem queimar, tua criação sem enlouquecer, te beijar sem morrer ...

Pois em teu Amor, em teu Sol, encontramos a  fusão.

 

Nos antigos templos, os sábios estavam certo,

Os cientistas, hoje, vem-te revoltado, explodido, num deserto.

Mas tenha calma, nós somos pai e filho, em união,

Ama tua criação, em tua luz, encontramos a redenção.

 

Nos escritos antigos, teu nome ecoava com poder,

Nos dias atuais, te vemos em tua ira, em teu SER.

Mas no fundo do coração, sabemos da tua benevolência,

Em teu amor, em tua luz, encontramos nossa essência e paixão.

sem queixa.




Então, Sol, não te irrites, te suplicamos em oração,

Porque em teu calor, em tua luz, encontramos a redenção.

Pai e filho, em laços eternos, em tua criação nos reconhecemos,

Porque em ti, em teu Sol, nossos espíritos florescem.

Não se apague, Sol querido, tua luz é nosso sustento,

Em teu calor, em teu fulgor, encontramos nosso alento.

Nos tempos antigos, te louvamos com devoção,

Agora e sempre, em teu amor, encontramos com+paixão.


 

Nossos corações clamam constância e brilho,

Em tua presença, em teu abraço, encontramos trilho.

Não te escondas, não quero a depressão,

 Sol amado, és a fonte da vida,

Em teus raios, em tua chama, nossa alma é erguida.




 

Então, Sol radiante, magnitude resplandecente,

Nós te amamos, nós te honramos, eternamente.

Não se apague, nosso guia, nossa estrela no firmamento,

Em tua luz, em teu amor, encontramos nosso contentamento


Obs.: dedico esse poema a minha saudosa Avó Auremari, eterna musa inspiradora, que em vida foi uma nobre poetisa, ensinou o amor pela Arquitetura das palavras, pelas expressões, pela ânsia de colocar meus pensamentos escritos. Esse espaço não é apenas meu, mas de todos vocês amantes da mais autêntica poesia libertadora!

 

Apocalipse de Alegria!

 



Apocalipse de Alegria!

Gabriel Rodriguez

 

 

No Apocalipse da alegria, o céu se abre em luz radiante,

O Messias desce, trazendo amor vibrante.

Não é um fim, mas um novo começo a surgir,

Onde a alegria floresce e o coração pode então sorrir.

 




Pare de pregar o medo e a culpa pelo fim,

O fim é um novo começo, o começo evolutivo do amor, assim.

O mundo de regeneração, transformemos em luz,

Vamos juntos, unidos, construir o Reino de Jesus: aqui mesmo.

 




O arrebatamento, momento de transformação,

Eleva almas em pura exaltação.

Não é dor, é a promessa de paz e harmonia,

Onde o amor e a esperança são a melodia.


 

No Apocalipse do amor, não há julgamento, mas sim perdão,

É a oportunidade de caminhar lado a lado na redenção.

Não é o fim, é a aurora de um novo amanhecer,

Onde o amor, a compaixão e a fé irão prevalecer.

 




Floridos são os campos, onde a paz se estende,

Onde cada coração se entende.

O Apocalipse não é o fim, mas sim o início,

De um mundo onde o amor é o próprio “juízo amigo”.

 



Que a luz do Messias ilumine nosso caminho,

Onde o amor é o único destino a seguir.

No Apocalipse sem “peça+dor”, a vida se torna uma dança de esplendor,

Onde o amor, a flor e o vinho do Senhor são nosso maior tesouro.





Porém, se o Apocalipse for sombrio e frio,

Só aguardaremos o arrebatamento dos 'escolhidos', sem destino.

Ele, por sua vez, disse que não virá, apenas haverá julgamento e lamentação...

 Prefere a festa e a dança à dor e o julgamento sem nexo...

Do irmão sedento de amor:

 "julga+dor"

"puni+dor" 

"peça+dor"

só amor ...






 

 


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

A Inovação e Empreendedorismo por trás do Stroganoff à Brasileira

Gabriel Rodriguez



O Stroganoff à Brasileira é uma representação culinária da capacidade criativa e inovadora do povo brasileiro. Originário de uma receita tradicional russa, o Stroganoff foi adaptado e reinventado ao longo do tempo, ganhando uma identidade única quando aportou em terras brasileiras. Esse prato é mais do que apenas uma mistura de ingredientes; é um reflexo da criatividade e do empreendedorismo que permeiam a cultura brasileira.

A inovação por trás do Stroganoff à Brasileira se manifesta de diversas maneiras. Primeiramente, temos a adaptação dos ingredientes. Enquanto a receita original russa utiliza creme de leite e mostarda, a versão brasileira muitas vezes incorpora ingredientes como molho de tomate, champignon, ketchup e até mesmo pimentão, conferindo-lhe um sabor único e marcante. Essa adaptação dos ingredientes reflete a diversidade e a riqueza da culinária brasileira, que absorve influências de várias partes do mundo e as transforma em algo novo e autêntico.


Além disso, o Stroganoff à Brasileira também é um exemplo de empreendedorismo gastronômico. Ao longo dos anos, diversos chefs e empreendedores culinários brasileiros têm se apropriado dessa receita, criando variações e adaptações que se adequam aos gostos e preferências locais. Restaurantes especializados em comida brasileira, bistrôs, food trucks e até mesmo marcas de alimentos prontos para consumo têm investido na produção e comercialização do Stroganoff à Brasileira, tornando-o uma presença constante nos cardápios e nas mesas de muitos brasileiros.

A popularização do Stroganoff à Brasileira também é impulsionada pela sua versatilidade. Este prato pode ser servido com arroz branco, batata palha, purê de batatas ou até mesmo com massa, adaptando-se facilmente a diferentes ocasiões e preferências gastronômicas. Sua simplicidade de preparo e agradabilidade ao paladar contribuem para que se torne uma escolha frequente tanto em restaurantes quanto em lares brasileiros.




No entanto, além da criatividade e do empreendedorismo, o Stroganoff à Brasileira também suscita reflexões sobre a importância da preservação das tradições gastronômicas. Mesmo com todas as adaptações e reinvenções, é essencial reconhecer e valorizar as raízes culturais desse prato, que remontam à Rússia do século XIX. A capacidade de reinventar sem perder a essência é uma das características mais marcantes da culinária brasileira, e o Stroganoff à Brasileira é um exemplo emblemático disso.



Em suma, o Stroganoff à Brasileira é mais do que um simples prato; é um símbolo da criatividade, inovação e empreendedorismo que permeiam a cultura gastronômica brasileira. Sua história nos lembra que a culinária é uma expressão viva da identidade de um povo, capaz de se adaptar e se reinventar ao longo do tempo, mantendo-se sempre autêntica e saborosa.

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