· Javé está morto!?
Javé, Jeová, Jah já estão "DORMINDO" em todo o seu esplendor de mortes. E JESUS VIVE, eternamente! Em sede de analogia didáctica, propõe-se, com esse "testículo", um estudo ampliativo de Hans Kelsen em sua obra "Teoria Pura do Direito" em analogia com a bíblia. Então, de forma extensiva quanto à hermenêutica, nesta controversa exegese, busca-se compreensão analítica além do possível transcendente do senso comum religioso. Para isso, reflectiremos: supomos que a norma hipotética fundamental do cristianismo é "o amor" (Jesus afirmou que essa era ou é a lei, parafraseando: “amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos”). Pois bem, reflita nesta literalidade: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" Respondeu Jesus: "'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo como a si mesmo'. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mateus 22:36-40). Essa passagem, por si só, coloca em decadência todas as outras normas anteriores?! Jesus é claro, são duas leis, somente, "Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas", portanto “prescreveu não leu o ... ".
Conforme a "Teoria Pura do Direito" de Hans Kelsen, afirma-se que a norma nova, quando contrária às normas anteriores, revoga essas normas anteriores ao torná-las inaplicável devido à hierarquia das normas no sistema jurídico. No caso em tela, o Novo Testamento revoga o Velho Testamento, o que parece lógico dada a natureza evolutiva-histórica das normas religiosas e sua interpretação no contexto cristão, como os antónimos de "amor" é "ódio", de "paz" é "guerra", são reais, lógicas morais, como demonstrarei abaixo.
No entanto, a complexidade dessa questão transcende a mera revogação. Ela também envolve a transição de uma ênfase na observância estrita da lei para uma ênfase na graça e na fé. O Velho Testamento, de fato, anunciava a vinda de um Messias, mas muitos ainda seguiam as prescrições detalhadas da lei judaica, para os Judeus, para ser bem enfático e redundante. Com a vinda de Jesus Cristo, a mensagem da graça e da fé assumiu um papel central no que parece claro com as pequenas reflexões na passagem anterior.
Aqueles que seguem a lei podem encontrar-se em conflito com aqueles que seguem a graça, uma vez que a observância estrita da lei pode ser vista como uma tentativa de alcançar a retidão por meio de obras, enquanto a graça ensina que a salvação é um dom divino que não pode ser merecido. Esse conflito teológico persiste ao longo da história cristã e levanta questões profundas sobre como conciliar a tradição legalista do Antigo Testamento com a mensagem da graça do Novo Testamento. Nesta linha doutrinaria na teoria da graça, parece mais coerente.
A tese da graça é central no cristianismo. Com a vinda de Jesus Cristo, a mensagem da graça substituiu a ênfase estrita na observância da lei do Velho Testamento. A graça ensina que a salvação é um dom divino que não pode ser merecido por obras, mas é concedido livremente a todos que crêem em Jesus.
Essa visão da graça defende que a salvação não está ligada à nossa capacidade de seguir perfeitamente a lei, pois ninguém pode fazê-lo, são muitas regras. Em vez disso, ela é um ato de amor e misericórdia de Deus. A graça oferece perdão, reconciliação e a promessa da vida eterna a todos, independentemente de seu passado ou suas falhas.
Neste mister, Mateus 5:17-18: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." é interessante que fala de "não revogar", no entanto o que se cumpriu não se revoga? Controvertido uma vez que existe leis que contraria o maior mandamento que ele mesmo estabeleceu como de amar ao próximo, acima da própria lei, como em-baixo é demonstrado. A não revogação que jesus se refere é parte dos textos das profecias, inclusive aquelas que anunciam sua vinda.
No trecho de Mateus 5:17-18, Jesus afirma que não veio para abolir a Lei ou os Profetas, mas para cumprir. Essa passagem tem diversas interpretações nos dias atuais, motivos de diversas discursôes, especialmente no contexto da teologia da graça e dos tais legalistas antigos. No entanto, ao analisar o significado apenas o verbo "cumprir", depreende-se os seguintes significados: executar, realizar, satisfazer, concretizar e respeitar, parece que o sentido mais coerente, no que tudo indica, pois jesus veio concretizar o que os profetas haviam falado. Isso implica que, ao cumprir algo, as leis anteriores, significa alcançar o seu objectivo ou finalidade, pondo fim, sendo, portanto, seria ultrapassadas tais leis. Logo, após a morte e ressurreição de Jesus, sua obra redentora e a graça que ele trouxe se tornaram o foco central da fé cristã, cumprindo assim o propósito e as profecias da Lei e dos Profetas, portanto não deve ser assunto principal das doutrinas e dos cultos.
Portanto, o conflito entre aqueles que seguem a lei e aqueles que seguem a graça é fundamentalmente sobre a compreensão da natureza da salvação. A tese da graça argumenta que a verdadeira retidão não pode ser alcançada por meio de obras, mas é concedida por Deus a todos que confiam em Sua graça. Ela enfatiza a importância da fé e do relacionamento com Deus sobre a observância legalista.

Retornando ao argumento inicial deste texto, ou seja, fazendo uma analogia com a teoria pura do direito, depreende-se que tudo o que vai contra esse princípio fundamental, "o amor" e a "dignidade da pessoa humana", é contrário aos quatro evangelhos (que podem ser considerados uma Constituição para o Cristianismo). Neste sentido, Hans Kelsen, em sua Teoria Pura do Direito, argumenta que o direito deve constituir um sistema normativo completo, sem lacunas ou contradições, a fim de evitar as antinomias. Neste contexto, seria incoerente ter duas normas, regras ou leis divergentes no ordenamento jurídico, assim como seria problemático na Bíblia, considerada sagrada.
Além disso, é importante mencionar a questão da reserva de mercado e a falta de empatia em meio a juramentos hipócritas de justiça, que acabam servindo como um tipo de demagogia.

Assim, como norma superior hierarquicamente, encontramos "o amor". Logo, o Velho Testamento deve ser reconsiderado, pois promulga uma lei obsoleta que promove ódio e morte em vez do amor ao próximo. Essa lei não se aplica à nossa sociedade atual, pois foi concebida para o antigo povo Hebreu (Judeus). Com a chegada do Messias, que personifica o amor sublime, torna-se evidente que, para aqueles que crêem em sua vinda como Mestre ou Deus, a antiga lei perde sua vigência. Ela mantém sentido apenas para aqueles que a considera-la uma tradição, leis consuetudinárias, e, nesse contexto Judeu, ainda aguardam o Messias para liberta-los, talvez por meio de um confronto para pôr fim a "toda opressão" dos muçulmanos e consigam enfim reconstruir o templo de Salomão.
Bom, abrir uma pequena análise: os judeus seguem o Velho Testamento e negam Jesus por diversos motivos. Entre tantos, um deles é que Jesus não descende da família de Davi. Alguns afirmam que Jesus é uma farsa criada por Roma, argumentando que muitos dos evangelhos foram manipulados. Outros acreditam que Jesus é um profeta, enquanto alguns não acreditam nele porque, para esses, o Messias deveria ser um "Messias guerreiro", como o Jeová descrito no Velho Testamento. No entanto, é válido destacar que o Velho Testamento dos judeus permanece na língua original, sem as distorções de Roma ou das traduções. Essa inclusão sugere um interesse em realçar a pureza das escrituras judaicas, sem influências externas, e pode ser interpretada como uma tentativa de enfatizar a autenticidade da tradição judaica em comparação com as visões cristãs de interpretações literais sobre o crivo do velho testamento em meio a escrita manipulada de romanos, copistas católicos e traduções protestantes reformadores.
Sobre o Velho Testamento e as diversas distorções das interpretações literais, é crucial considerar que a compreensão estritamente literal desses textos pode levar a interpretações simplistas e equivocadas. A riqueza cultural, histórica e linguística dessas escrituras exige uma abordagem cuidadosa e contextual. Interpretações literais podem negligenciar nuances, simbolismos e figuras de linguagem, resultando em uma compreensão superficial. Além disso, diferentes correntes religiosas e culturas podem interpretar os mesmos textos de maneiras distintas, contribuindo para uma multiplicidade de perspectivas e entendimentos. Assim, promover uma compreensão mais profunda e respeitosa das tradições religiosas em suas origens e que se baseiam nessas escrituras requer uma abordagem que vá além de interpretações literais, veja o contexto.
Ainda, é fundamental compreender que Jeová não é Jesus; não há uma trindade (pai, filho e espírito santo) como definia o Concílio de Nicéia ao estabelecer o corpo doutrinário da igreja. Essa equivocada definição foi elaborada para abdicar uma compreensão de um Jesus histórico e sua humanidade, resultando em uma fusão que uniu dois seres "distintos", o que para alguns é considerado uma tentativa de esconder essas diferenças gritantes, entre Jesus e o Jeová (no que parece, padrasto emprestado para Jesus).
Pois bem, as personalidades de Jesus e Jeová, conforme demonstradas na escrita da Bíblia, ainda se apresentam como deuses antropomórficos, não coincidem, ou seja, não são a mesma pessoa, três em um. Pelo contrário, são paradoxais em sua forma de agir diante dos fatos; suas atitudes são opostas, suas personalidades (ou personas) e temperamentos são diversos. Veja bem: um prega a acepção de pessoa, enquanto o outro abraça todos indiscriminadamente. Um promove a vingança aos infiéis e a guerra, enquanto o outro representa o amor incondicional e o perdão. Um deseja que matemos nossos inimigos e vençamos a todo custo (sendo ele um "deus" derrotado em várias ocasiões, como na Mesopotâmia, Egito e Roma), enquanto o outro nos exorta a perdoar, amar e orar por nossos inimigos. Um nos prende para sermos cordeirinhos e servos, alimentando seu ego narcisista, enquanto o outro nos liberta com amor, permitindo que alcancemos um estado divino de "deusinhos". Não é possível conciliar ambas as visões, em Lucas 16:13, Jesus diz: "Nenhum servo pode servir a dois senhores. Ou odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro; é preciso fazer uma escolha para não 'enlouquecer', como essa bipolaridade de referencias: jesus e Jeová. Durante muito tempo, a igreja explorou essa dicotomia, acumulando riquezas à custa da miséria das mentes submissas, usando o medo do Diabo e a culpa pelo pecado. Além disso, a bipolaridade e o sadismo associados a Jeová possivelmente influenciaram comportamentos refletidos na problemática de nossa sociedade atual e em seu consciente/subconsciente coletivo religioso.

Por fim, por todas essas razões, Jeová está morto! Sendo um "deus" à imagem e semelhança do homem, com suas limitações, ele ("deus") corresponde a uma época remota da humanidade, na qual a lei era "olho por olho, dente por dente", marcada pela guerra e pela violência. Essa visão é refletida na escrita e no contexto da época, atribuindo essas características a esse tal "deus", e não/sim o contrário. Talvez, de fato, o homem seja à imagem e semelhança de Deus, Jesus (amor), mesmo que o Velho Testamento afirme "veemente + mente" que "o homem é mau desde a sua meninice" (Gênesis 8:21).
fonte: http://www.extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?t=7622
· Gabriel Rodriguez
Próximo texto: Dizimo e ofertas: para onde vai o dindim?
Nenhum comentário:
Postar um comentário