sexta-feira, 14 de julho de 2023

 




Culto ao “ódio” (na igreja que está no meu ser)

Gabriel Rodriguez

 

Na igreja do meu ser, ergo altares de dor e desilusão,

Amarro-me às correntes da paixão em meio à escuridão.

Cultivo o ódio que se mistura ao amor,

Uma dança sinuosa, sem trégua nem pudor.

 

Os espinhos das rosas que florescem no meu peito,

São lembranças amargas do que foi um dia perfeito,

O beijo não dado, um vazio a corroer,

Deixou marcas profundas, difícil de esquecer.

 

Na miragem da vingança, desejo a morte do desejo,

Que a vida se esvaia em seu cheiro de beijo.

Mas contraditoriamente, minha alma ainda implora,

Pelo amor que foi perdido, na espera que aflora.

 

Nesta estase de sentimentos tão extremos,

cultuo o ódio e o amor em meus poemas,

Uma guerra interna, sem resolução,

Deus e Diabo em uma valsa singela de tamanha consolação:

Em busca da redenção ou da salvação?!

Purgatório, inferno e céus, 

vai para casa do chapéu!

Tudo em uma dança tétrico a rapel



 


No entrelaçar das emoções, encontro a dualidade,

O ódio que arde, o amor que persiste na eternidade.

Aprendo, aos poucos, a lidar com essa dor,

Encontrando paz em meu próprio interior.

 

No altar desse culto turbulento e ardente,

Busco a cura da alma, o equilíbrio em minha mente.

Que o ódio se dissipe e o amor seja luz,

Na igreja do meu ser, a esperança reluz.






 

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