Culto ao “ódio” (na igreja que está no meu ser)
Gabriel Rodriguez
Na
igreja do meu ser, ergo altares de dor e desilusão,
Amarro-me
às correntes da paixão em meio à escuridão.
Cultivo
o ódio que se mistura ao amor,
Uma
dança sinuosa, sem trégua nem pudor.
Os
espinhos das rosas que florescem no meu peito,
São
lembranças amargas do que foi um dia perfeito,
O beijo
não dado, um vazio a corroer,
Deixou
marcas profundas, difícil de esquecer.
Na
miragem da vingança, desejo a morte do desejo,
Que a
vida se esvaia em seu cheiro de beijo.
Mas
contraditoriamente, minha alma ainda implora,
Pelo
amor que foi perdido, na espera que aflora.
Nesta
estase de sentimentos tão extremos,
cultuo o
ódio e o amor em meus poemas,
Uma
guerra interna, sem resolução,
Deus e
Diabo em uma valsa singela de tamanha consolação:
Em busca
da redenção ou da salvação?!
Purgatório, inferno e céus,
vai para casa do chapéu!
Tudo em uma dança tétrico a rapel
No
entrelaçar das emoções, encontro a dualidade,
O ódio
que arde, o amor que persiste na eternidade.
Aprendo,
aos poucos, a lidar com essa dor,
Encontrando
paz em meu próprio interior.
No altar
desse culto turbulento e ardente,
Busco a
cura da alma, o equilíbrio em minha mente.
Que o
ódio se dissipe e o amor seja luz,
Na
igreja do meu ser, a esperança reluz.
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