A Revolução da Consciência: Por que o "deus de Guerra" Deve Ser
Deixado para Trás?
Gabriel Rodriguez
A visão de um "deus da Guerra", foi historicamente justificado como uma necessidade para a sobrevivência e proteção dos seres humanos nas diversas sociedades em suas épocas "mais primitivas", aonde a sobrevivência era difícil e a vida era banalizada, no entanto hoje, deve ser deixado para trás, ou seja, tal óptica deve ser desmistificada e criticada atualmente no intuito de abandono futuro, no estopim de uma nova era. Essa concepção remonta a um tempo em que a compreensão do mundo era limitada e os homens se viam envolvidos em um "drama existencial e humano", e como sempre, "criando um deus" imagem e semelhança do homem em seu tempo/mundo na satisfação de suas necessidades mais instintivas, marcado pela brutalidade e pela força, e na ansiá da construção da cultura com a busca da dominação da natureza incompreendida: criou-se Deuses? Na antiguidade, a lei do talião do "olho por olho, dente por dente" refletia, esse mundo, da necessidade de um Deus que pudesse fortalecer indivíduos ainda rudes e agressivos, diante desse mundo complexo, e assim buscavam resolver suas disputas por meio da violência/sobrevivência em um mundo penoso e de pouca tecnologia e compreensão. Contudo, à medida que a humanidade evoluiu, especialmente com o estopim durante o Renascimento Cultural e Cientifico, de bases antropocêntricas, essa acepção, de "deus da guerra", deveria ter sido relegada ao passado. Sendo, portanto, a perpetuação dessa ideia uma “abominação” que não faz mais sentido em uma sociedade dita evoluindo e que diz buscar a paz e a compreensão. Ressalta-se que países que sustentam a doutrina neste demiurgo, tende a possuírem os menores IDH (índices de desenvolvimento humano) e a compreensão, não reside em uma lógica religiosa. A esse respeito foi tratado no texto intitulado: A Criação da Pobreza no Cristianismo: Uma Análise Crítica a luz da razão.
A indústria de armas, ao longo da história, tem desempenhado um papel crucial na configuração das relações de poder e na dinâmica dos conflitos globais e na construção do espelho desse "deus da Guerra". Desde a Revolução Industrial, a produção de armamentos não apenas impulsionou economias, mas também moldou políticas externas e internas, frequentemente priorizando os interesses econômicos sobre as aspirações pacifistas das sociedades. A militarização das nações se torna um reflexo da busca por segurança e controle em um mundo marcado pela incerteza, levando à banalização da guerra como uma solução para disputas territoriais e ideológicas ao longo dos tempos. Essa dependência da força militar para resolver conflitos resulta em um ciclo vicioso, onde a paz é frequentemente sacrificada em nome da segurança/medo. Além disso, a normalização do comércio de armas gera uma cultura de violência que permeia as sociedades, desumanizando os indivíduos e transformando-os em meros instrumentos de uma máquina bélica. Nesse contexto, a reflexão crítica sobre a indústria de armas e esse demiurgo é essencial para repensar os valores democráticos e a responsabilidade coletiva em um mundo cada vez mais militarizado.
A necessidade da morte desse "flamígerado deus da guerra" em suas narrativas e doutrinas religiosas reflete uma crítica contundente às concepções de divindade que legitimam a violência e a destruição, perpetuando conflitos entre os seres humanos até hoje, e quizá deveriam ser vistos como irmãos. Em diversas tradições religiosas, essa "figura", conceito, crença simboliza não apenas a força bruta, mas também um ideal que frequentemente justifica guerras e divisões. A eliminação desse suposto "deus" pode ser interpretada como um chamado à superação de valores bélicos e arcaicos, promovendo princípios mais elevados, como o amor ao próximo, a paz, a solidariedade e a fraternidade — valores que igualam todas as religiões e mitologias no rumo de um progresso da humanidade, ao encontro do homem-intregal-UNO. Apesar de suas diferenças litúrgicas e doutrinárias, muitas tradições religiosas compartilham esses valores fundamentais que buscam o bem supremo e a melhoria contínua da humanidade. Assim, a morte do "deus da guerra" representa uma transformação espiritual e ética necessária, neste novos tempos, enfatizando que as religiões devem ser instrumentos de promoção do bem-estar coletivo e da harmonia entre os povos.
Pois bem, a persistência do
conceito de um "deus de Guerra", ou Demiurgo no tempo atual se manifesta em diversas
tradições religiosas, onde a ideia de combate aos "infiéis" é
glorificada, a uma "Guerra Santa", como se tais conceitos antagónicos, paradoxais e de "rima pobre" pudesse se unir/dialogar?! A jihad, por exemplo, é frequentemente interpretada
como uma chamada à luta contra aqueles que não compartilham as mesmas opiniões.
Esse conceito não é exclusivo do Islamismo; as Cruzadas e a Inquisição na
tradição cristã também exemplificam essa mentalidade bélica de dominação e exploração, é está presente em 'quase' todas as religiões. Nos tempos
contemporâneos, associar a guerra a Deus é uma contradição que desencadeia
milhões de conflitos ao redor do mundo, principalmente os relacionados as religiões, alimentando a ideia de que o diferente
deve ser visto como inimigo, introjetando no subconsciente coletivo (senso comum) tais
comportamentos reflectidos nos mais diversos meios e formas, por exemplo, nos índices de crimes contra a vida e países com esse tipo de religiões é maior, advindo intrinsecamente de narrativas religiosas dogmatizadas que cega a compreensão humana no medo, culpa, ódio, raiva em prol da alienação religiosa, a serviço do Demiurgo e seu caos alicerçado no seu Ego. Essa perspectiva não apenas
perpetua ciclos de violência, mas também impede o progresso humano na direção à
convivência e no amor ao próximo.
Outrossim, na figura do "deus da Guerra", encontramos simbolismos de força, poder e domínio, frequentemente usados para justificar conflitos e imposições. No Brasil, um país laico que deveria garantir a convivência pacífica entre diferentes credos, religiões essa mentalidade beligerante se reflete nas invasões e depredações de templos de religiões de matriz africana, especialmente em favelas de Salvador e do Rio de Janeiro. Esses atos de intolerância religiosa não apenas violam os direitos garantidos pela Constituição, mas também atacam tradições que carregam a história e a identidade/memória afro-brasileira, uma imposição religiosas que remonta a "obrigação" paliativa do sincretismo, sim, de outrora, e que hoje se "esperançar". Essa "guerra" contra práticas religiosas específicas destaca a urgência de combater o ódio e de reafirmar os valores de respeito e pluralidade que devem guiar uma sociedade democrática em nome da "morte" desse "deus da guerra".
Por fim, a "morte" desses "deuses de guerra" não é apenas necessária, mas tornasse de suma
importância para a evolução espiritual da humanidade. É crucial e urgente abandonar
essa consciência que glorifica o conflito e promove divisões. Só assim
poderemos construir um futuro onde as diferenças sejam celebradas e não
temidas. A história nos mostrou que guerras em nome de Deus resultaram em
tragédias imensuráveis em toda a história, direta ou indiretamente o "deus da guerra" se fez presente; é sabido, que se estuda história para não repetir
os erros do passado, e que profecias (amargedom, Apocalipse, paraíso na Terra) é uma questão de escolha humana!? Portanto, é hora de reavaliar nossas opiniões e buscar
novos paradigmas que priorizem o diálogo e a empatia, o covid-19, serviria para tanto? Se não fizermos isso, a
tempo, corremos o risco de nos encontrarmos novamente à beira de outra grande
guerra mundial, perpetuando o ciclo de destruição que já causou tanto
sofrimento em nome desse tal "deusinho de Guerra" ou demiurgo!
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