A Criação da Pobreza no Cristianismo: Uma Análise
Crítica a luz da razão
Gabriel Rodriguez
O papel do cristianismo na formação do
consciente coletivo em relação à riqueza e pobreza tem sido objeto de debate há
séculos. Este texto pretende explorar como certas interpretações e práticas nos dias atuais, dentro do cristianismo contribuíram para a criação e perpetuação da pobreza,
contrastando com exemplos de sociedades secularizadas que experimentam altos
padrões de vida sem a influência religiosa.
Desde os tempos antigos, os seguidores do cristianismo enfrentaram períodos de opressão e escravidão sob diferentes impérios, como os Romanos, Egípcios e Babilónicos. Esta história de subjugação deixou uma marca na psique coletiva dos cristãos, levando-os a encontrar consolo na fé e na promessa de que os pobres herdarão o reino de Deus (inconsciente coletivo). No entanto, é de suma importância questionar se essa crença é genuína ou se foi manipulada pelos poderes dominantes da época para controlar as massas revoltadas de cristãos diante dos abusos do império Romano. Talvez, a unificação em torno de um único Deus, promovida pela instituição do cristianismo como religião oficial por Constantino e seu concílio de Niceia, poderia ter sido uma estratégia para conter revoltas e consolidar seu império em decadência, portanto talvez a criação desta religião serviu na sua gênese em prol de manter a dominação sobre os pobres/servos/escravos Hebreus.
Contrariamente à narrativa tradicional, países
como Dinamarca, Suécia, Suíça e Noruega desfrutam de altos padrões de vida sem
depender da religião Cristã, contradizendo muitas passagens bíblicas que enaltece o povo que servem ao Deus, Jeová como aqueles que herdaram todo ouro e prata da Terra. No entanto, a proibição dessa doutrina em alguns países, talvez, reflita uma consciencialização sobre os
efeitos nocivos da religião cristã, com seus medos, culpas do pecado, Diabo,
Apocalipse, Deus punindo, ou seja, o sistema de crenças prejudiciais a mentalidade
coletiva, assim considerando-a uma influência desestabilizadora que introduz
medos e culpas prejudiciais à sociedade admoestada. Nestas sociedades secularizadas, a "teologia da prosperidade" (verdadeiro motivo das igrejas estarem cheias) também não encontra espaço, pois todos têm ‘condições
de viver bem’, e as igrejas, quando existem, estão frequentemente vazias, nos
conduzindo a uma reflexão: o cristianismo só encontra espaço em países pobres e
necessitados por uma questão de reflexo da sociedade que está sendo
representado em suas histórias e o contexto do povo que o recepciona, num
suposto categórico sine qua non a ser discutido.
Um aspecto preocupante é a concentração de riqueza dentro das próprias instituições religiosas, especialmente através da prática dos dízimos e os tais sacrifícios dantes feitos em comida e hoje de forma distorcida em dinheiro. Contrariando os ensinamentos de Jesus, que condenou a exploração financeira dos pobres, no entanto muitos líderes religiosos se enriquecem a custa de suas congregações. Essa disparidade econômica entre os líderes religiosos e os fiéis contribui para a perpetuação da pobreza entre os seguidores. Prova que indica que existe algo errado...
Outrossim, a disseminação de uma teologia
baseada no medo, que enfatiza o castigo divino e a culpa pelos pecados, tem um
efeito devastador sobre o bem-estar psicológico dos fiéis, remetendo ainda a
uma época remota da humanidade, em sua educação tradicional, aonde a
metodologia do medo tem “papel educativo” ou como afirmasse hoje castrador e traumático. O
constante temor do diabo, do apocalipse e do inferno cria uma frequência
energética negativa que inibe o desenvolvimento pessoal e a busca pela
prosperidade.
Além disso, é importante ressaltar que os líderes religiosos muitas vezes se envolvem em “enriquecimento sem causa” com "cuecas" ou sem, indo contra os princípios éticos e morais estabelecidos pela própria religião. Em contradição aos ensinamentos bíblicos que preconizam a partilha, eles frequentemente acumulam riqueza através da prática do dízimo. A Bíblia enfatiza que o dízimo deve ser anual e destinado não apenas para a manutenção do templo antigo dos Levitas, mas também para auxiliar os órfãos, as viúvas e os estrangeiros, demonstrando uma preocupação com a justiça social que muitas vezes é negligenciada em favor do “enriquecimento ilícito”, vulgo 171 dos líderes religiosos, também contribuindo para a produção e perpetuação da pobreza em determinadas comunidades e sociedades.
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