terça-feira, 16 de julho de 2024

 

Religião vs. Espiritualidade: Crítica à Fé Irracional e à Religiosidade na Nova ERA de luminous.

Gabriel Rodriguez



A distinção entre religião e espiritualidade, fé racional e irracional, é um tema que permeia discussões filosóficas, teológicas e culturais, sendo de suma importância nestes novos tempos de "arrebatamento da ignorância". Enquanto a religião frequentemente se associa a instituições, dogmas e práticas litúrgicas, e comunitárias, a espiritualidade é mais individual, centrada na busca pessoal de significado e conexão com o transcendente, muito vinculado aos conceitos de “deus” de outrora, enquanto centelha divina individual. No entanto, ao examinar criticamente a fé irracional e a religiosidade no âmago da história, fica evidente que essas formas organizadas de crença têm, muitas vezes, desempenhado um papel negativo na evolução espiritual da humanidade.

Pois bem, Religião, derivada do termo latino "religare", que significa "ligar" ou "conectar", originalmente tinha o propósito de unir os seres humanos ao divino e entre si, entretanto bom ressaltar que foi criada por homens em suas limitações em meio a teogonia, no seu drama existencial. É fácil perceber que ao longo dos séculos, as religiões foram moldadas por dogmas, doutrinas e liturgias criadas por homens neste propósito um tanto "bem + eficiente". No entanto, essas estruturas, ao invés de servirem como pontes para uma conexão genuína com o sagrado, muitas vezes se tornaram barreiras, afastando os indivíduos de Deus/deus. A imposição de sistemas de crença rígidos e inquestionáveis transformou o que poderia ser uma experiência de união espiritual genuína em uma ferramenta de controle e manipulação, e hoje, quiçá precisa de novos contornos.  


Já a fé irracional, ou 'fé cega', caracteriza-se pela acessível inquestionável de confiança, frequentemente desconsiderando a lógica e a evidência. Nesse contexto, o clichê 'Não se contesta Deus' serve como o baluarte dessa 'fé cega'. Esta forma de fé tem sido usada de maneira perversa por muitos líderes religiosos para benefício próprio. Usando táticas de medo, culpa e barganha, esses "falsos profetas da fé" distorcem a imagem de Deus, apresentando-o como uma entidade perseguidora e vingativa, ao invés de um ser de amor e compaixão. Esse 'uso pouco escuso do senso comum' da religiosidade não apenas afasta as pessoas da verdadeira espiritualidade, mas também usurpa a essência de sua conexão divina, transformando a fé em um instrumento de opressão e medo, refletindo na sociedade que vivemos: violenta, cheia de guerras e medos.


Ao entrar no novo Aeon, ou nova era ou ainda mundo de regeneração, a humanidade está em um ponto crítico de sua evolução espiritual, não sendo mais aceito tais acepções, é mister apascenta no agora, no uno-integra. na utópica pronoia . Esse despertar coletivo exige uma transcendência das formas antigas de religiosidade que têm perpetuado a ignorância e a submissão, reduzido o ser humano em seu poder de potência. O novo paradigma espiritual se baseia na fé racional, que coexiste com a razão e o questionamento, permitindo um diálogo aberto entre a crença e a ciência, entre o espiritual e o material, no âmago do ser “uno-integral” em anunciação. 


Outrossim, a fé racional não rejeita a dúvida, mas a integra como parte do processo de crescimento espiritual e intelectual. Enquanto a fé irracional aceita tudo como possível, acreditando que o que é impossível para os homens é possível para Deus, à fé racional segue a máxima "faça por onde que te ajudarei. Pois tudo é possível" Esta perspectiva reconhece a capacidade dos seres humanos, como deusinhos, "deuses em miniatura", que constroem sua própria realidade através da ação inspirada por Deus. Nessa visão, o ser humano não é mais um coadjuvante passivo dos caprichos de Deus e do Diabo, como apresentado no velho testamento bíblico, mas sim um personagem ativo na modificação das realidades, e assim desempenhando um papel crucial na transformação do mundo ao seu redor: em Paraíso ou em Apocalipse. 



Nesse contexto, é vital reconhecer que a espiritualidade não está restrita à crença em Deus. As pessoas podem ser profundamente espirituosas, buscando conexão, significado e crescimento interior/pessoal, mesmo sem aderir a uma divindade específica, por exemplo, "ateus espirituosos". um conceito que a fé irracional e a religiosidade acha complexa e difícil de aceitação, pois acreditam serem especiais, escolhidos, um titulo, não uma prática da boa nova. Entretanto a espiritualidade moderna abraça a diversidade de experiências e perspectivas, promovendo uma visão mais inclusiva e holística da existência humana. Este caminho espiritual é baseado no autoconhecimento, enfrentamento dos “próprios demônios interiores”, na introspecção e na liberdade de crença, permitindo que cada indivíduo encontre sua própria verdade e conexão com o sagrado, na busca do âmago de Deus em seu próprio cálice divino, “deus”.



Por fim, ao reconciliar o racional com o espiritual, estamos criando um novo paradigma de compreensão e sabedoria. Neste novo Aeon, a fé não é mais uma imposição, mas uma escolha consciente e iluminada. A verdadeira evolução espiritual reside na capacidade de transcender os antigos dogmas e doutrinas, abraçando uma espiritualidade que une, em vez de dividir. Assim, podemos construir uma sociedade mais consciente, onde a busca pelo divino é uma jornada de amor, compaixão e entendimento mútuo, olhando para dentro e não para fora, pois fora é um reflexo de dentro.  



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