NÃO EXISTE PECADO!?
No relato do pecado original,
Uma passagem intrigante para a racionalidade humana,
Uma reflexão humilde, além do convencional,
Uma visão que se desentranha.
No fruto proibido, o despertar da mente,
Adão e Eva rompendo com as amarras,
Uma libertação, um conhecimento latente,
Pensar por si mesmos, além das velhas sanções.
A serpente, símbolo de perversidade,
Associada ao Diabo é um erro interpretado,
Mas talvez, uma chave para a liberdade,
Pensar entre o bem e o mal, um caminho a conquistar.
A individualização da pena, um princípio a considerar,
Cada um responsável por seus próprios atos,
Pagar pelos pecados dos pais, sempre negar,
Não carregar um fardo que não é exato.
Herança do pecado, um peso sobre o ser,
Uma doutrina que limita as potencialidades,
Reduz a humanidade, fazendo-a sofrer,
Uma visão deturpada de nossas verdadeiras identidades: de "deus".
Mas Jesus nos diz, somos "deuses" em essência,
Uma divindade interior que deve ser despertada,
Manifestar nossa vontade com consciência,
Transformar a realidade, nossa jornada.
Entre o Antropocentrismo e o Geocentrismo,
Duas correntes, o homem e Deus no centro,
Um equilíbrio a ser encontrado, um sincretismo,
Valorizando o humano e o divino, esse encontro.
Uno, integral, o homem em sua plenitude,
Conectado à divindade que em si habita,
Ciência e teologia em busca de amplitude,
A construção de um ser melhor, uma meta infinita.
No templo interno encontramos a sabedoria,
Não atribuir fatalidades a punições divinas,
Assumir nossa responsabilidade, uma escolha sábia,
Caminhar em busca de uma vida plena e genuína.
Assim, o pecado original, uma lição a compreender,
Um marco de libertação e responsabilidade a saber,
Não carregar fardos que não são nossos, podemos aprender,
Cultivar a divindade em nós, com amor a perceber.
Muito bom, continue postando mais poemas como esse.
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