segunda-feira, 4 de novembro de 2024

 


IN loco: Doença Coletiva Mental e Manipulação Social, teoria da conspiração ou/e andando dentro do MATRIX para "o fim/enfim".

Gabriel Rodriguez


Uma análise das interações entre a mídia, a indústria alimentícia, farmacêutica e as influências religiosas revela um panorama alarmante da sociedade contemporânea, rumo a mais uma teoria da conspiração? Difícil definir até aonde vai a tal verdade! A “doença mental coletiva” que se observa atualmente parece ser intencionalmente cultivada por alguém/grupo ‘escuso’, com o objetivo de manter as pessoas presas em uma caverna do sistema de ignorância e instintos, onde o medo, a culpa e a dependência do outro se tornam ferramentas de controle social em massa. Salientasse que essa pequena reflexão se baseia (em parte) no conceito inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung, que sugere que padrões compartilhados de comportamento e percepção moldam a experiência humana.


A mídia é um dos principais agentes que perpetuam essa doença coletiva. O “bombardeio” constante de informações negativas sobre crises sociais, desastres naturais, violência, guerras, e pandemias não apenas informa, opina, planta ideias e sugere uma realidade apocalíptica ao futuro (paranoia). Essa narrativa, no que tudo indica é proposital, pois mudam de um estado natural, calmo, racional para manterem as pessoas em um estado contínuo de pânico e medo. Esse estado emocional ativa a mente reptiliana, que é responsável por reações instintivas e impulsivas, favorecendo o consumismo exacerbado e as compulsões alimentares e outras tantas.

 Conforme a neurociência quando um ser humano sente medo à amídala cerebral que é responsável por detectar as varias ameaças, é ativada, isso desencadeia o sistema de luta e fuga do cérebro, levando a estados constantes de ansiedade. Além de tudo isso o medo crie um desejo urgente de segurança e proteção fazendo com que as pessoas fiquem mais suscetíveis a aceitar qualquer situação que pareça aliviar essa ansiedade que esse tal medo causa, mesmo que essa situação signifique entregar o controle que se tem para outra pessoa ou/e instituição (torna alguém seu Deus, castrando a individualidade do seu deus), o medo também diminui a capacidade que nos humanos temos de discernir o que é fato e o que não é fato (fake), criando uma predisposição para acreditar “narrativas emocionais” (sem reflexão), ou seja, narrativas que em suma validem ainda mais aquele medo. Principalmente no caso de tornarem as pessoas vulneráveis a propaganda, a desinformação, manipulação emocional e o consumismo. Então quando muitas pessoas estão com medo criasse uma “mentalidade de rebanho” (cordeirinho), aonde o comportamento coletivo é guiado pela emoção do que pela lógica e racionalidade diante dos acontecimentos da vida. Assim, o medo libera uma substância do stress chamado cortisol, conhecido popularmente como o hormônio do stress, o que já é comprovado, prejudica o funcionamento do celebro em longo prazo, reduzindo a capacidade de memorização, aprendizagem e do raciocínio lógico.   

Outrossim, a manipulação ( e a seletividade) da informação pela mídia pode ser vista como uma estratégia deliberada para manter a população em um estado de vulnerabilidade, talvez queira introduzir carências, dependência e não autonomia e poder de potência, tão libertador, aprisionando no caos, “vítimas algozes”, no intuito de perpetuar o "status quo", controle social, e manutenção do poder. Ao explorar medos primordiais, a mídia não gera apenas ansiedade, mas também fomenta um ciclo vicioso onde o medo se torna um motivador para o consumo excessivo e a conformidade social. Neste sentido “a sociedade do medo", descrita por Raquel do Rosário e Diego Augusto Bayer, é um reflexo dessa dinâmica, onde o controle social é alcançado através da exploração das inseguranças humanas.

 



A indústria alimentar também desempenha um papel crucial nesse contexto manipulador. O consumo crescente de alimentos ultraprocessados, especialmente os enlatados e embutidos, ricos em sal e açúcares, reflete não apenas escolhas individuais, mas um padrão cultural que perpetua hábitos introjetados, por essa elite homicida. Além disso, muitos desses produtos estão contaminados por agrotóxicos, e agentes cancerígenos, mesmo aqueles rotulados como "naturais", o que agrava ainda mais os problemas de saúde coletiva mental.

Esses produtos não afetam apenas a saúde física; sua influência está associada ao aumento de distúrbios emocionais e comportamentais. O uso excessivo de certos aditivos alimentares pode levar à dependência alimentar, criando uma relação tóxica entre os consumidores e os alimentos que consomem. Assim, a indústria não apenas "alimenta o corpo" ou como queria Hipócrates o “remédio para o corpo”, mas também influencia níveis da mente na busca do vício, debilita a saúde no ócio da obtenção de lucro e servindo aos objetivos da  próxima indústria, quiçá.



A crítica à indústria farmacêutica é igualmente pertinente. Os medicamentos frequentemente prescritos atuam como “paliativos” que não curam as doenças subjacentes; em vez disso, crie uma dependência crônica em seus pacientes. Basta observar que muitas pessoas acabam usando remédios ao longo da vida, lidando com efeitos colaterais que podem afetar outros órgãos do corpo (são drogas? Lembrasse: vendido nas drogarias?!). Neste sentido, existem vários estudos que corroboram com esse entendimento: e alguns remédios já deveriam está fora de circulação. Essa narrativa reforça a ideia de que precisamos de uma abordagem mais holística quando a doença e a “cura”, quizá, com a união de métodos da medicina alternativa, alopática e homeopática, junto com os fatores/tratamento espirituais/tecnológicos na busca da “cura verdadeira” e não tratamentos paliativos - acessados no lucro e na dependência.


As instituições religiosas frequentemente exacerbam essa situação ao promoverem uma cultura de medo e culpa, neste sentido é possível pensar, na fala de Kall Marx, na celebre frase: “a religião é o ópio do homem”. A religião é como uma forma de alienação que proporciona uma ilusão de conforto e esperança às classes oprimidas, mas que, ao mesmo tempo, impede o enfrentamento das realidades da opressão social e econômica, uma verdadeira distopia. 


 


O temor do pecado, o medo do Diabo e as punições divinas são elementos centrais na experiência religiosa para muitas doutrinas. Essa dinâmica é intencionalmente estruturada para manter as pessoas sob controle psicológico, "entorpecendo-as" com sentimentos de culpa e medo do castigo eterno. Referências ao Velho Testamento reforçam essa visão punitiva de um Deus egoico, imagem e semelhança de um homem em seu tempo (idade antiga), e por não ser morto no devido tempo, transformou a “espiritualidade” em um mecanismo de controle social das massas alienadas, e no contexto do próprio kall Max em sua "mais valia" e o estopim da queima do sutiã. 







Para romper com a doença mental coletiva e sair do Matrix, é essencial promover práticas de autocuidado e conscientização sobre as influências externas que afetam nossa saúde mental, talvez o "orar e vigiar" (a própria vida e não a do outro), venha ao encontro dessa ideia. A implementação de programas benéficos para a saúde mental nas comunidades pode ser um passo significativo para mitigar os efeitos da sugestão coletiva negativa, com atividades como palestras educativas, exercícios físicos regulares e práticas de meditação que fortalecem o bem-estar individual e criam um ambiente mais saudável e resiliente a essas influências funestas. 


Nesse contexto, a responsabilidade do Estado é crucial para enfrentar os diversos agentes que agravam esse quadro. A mídia, muitas vezes um agente de medo, deve e “ser regulamentada” para promover uma comunicação responsável que informe sem alarmar, e sempre informar sem tons caóticos ou com fake news. Já, a indústria alimentar precisa ser “regulamentada” para garantir o acesso a produtos saudáveis, sem efeitos prejudicais a saúde; enquanto a indústria farmacêutica deve ser monitorada para garantir que o acesso a tratamentos específicos não seja prejudicado por interesses comerciais/lucro e que a saúde/CURA dos pacientes seja o fim em si mesmo, bem como a pesquisa em saúde seja na busca da "cura de doenças" e não na manutenção em ciclos de "tratamentos propositais" para além da manutenção do lucro da dependência. Além disso, o Estado deve colaborar com líderes comunitários para desestigmatizar a saúde mental e incentivar a busca por ajuda de outros atores, fomentando um combate efetivo contra  o vitimismo e vampirismo coletivo intencional. Assim, para reverter essa situação, é necessário que os indivíduos se engajem em práticas de autocuidado, que a sociedade civil desenvolva redes de apoio e que o Estado implemente políticas públicas integradas, resultando em uma abordagem coletiva que fortalece a saúde mental da população brasileira.

 



 

Em suma, uma análise crítica das iterações entre essas "drogas" revela uma sociedade adoecida por narrativas negativas e padrões específicos que vitimizam e vampirizam colectivamente. A doença coletiva não é apenas uma questão individual; ela reflete as estruturas sociais que moldam nossas vidas. Para promover uma cultura mais saudável e resiliente, é imperativo desafiar essas narrativas dominantes e buscar soluções que abordem tanto os sintomas quanto as causas profundas do sofrimento humano. A transformação começa com a consciencialização e a disposição para mudar não apenas nossas próprias vidas, mas também as estruturas sociais que nos cercam (egregora), para além da teoria da conspiração. Esqueça tudo, é teoria da conspiração!? 




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