domingo, 22 de setembro de 2024

 





Mate é Demoníaco!!

No ritual do mate, em roda a conversar,
Surge um demônio, vem pra atormentar.
Fumaça e amargor, a mente a se perder,
Mas na erva e na calma, eu vou me fortalecer.

Com cada gole quente, expulso a escuridão,
A bomba é meu escudo, a amizade, a razão.
Trocamos risadas, a luz vai brilhar,
O demônio se esconde, não consegue ficar.

Na força do verde, na infusão do amor,
Café amargo e dores, tudo perde o sabor.
Que venha o desafio, estou pronto pra lutar,
No mate, eu encontro meu jeito de amar.

Mate ao demônio que aqui, ali, e acolá, há!


Gabriel Rodriguez



 




A Necessidade Urgente da Morte do Termo "Demônio" para Alcançar o Paraíso (na Terra mesmo)

 

Gabriel Rodriguez

O termo "demônio" carrega um peso histórico e cultural profundo, reverberando em nossas sociedades de maneira que muitas vezes escapam à consciência coletiva. Este conceito, alimentado por narrativas religiosas e mitológicas, tem se tornado uma ferramenta de controle, promovendo o medo e a subserviência. No entanto, é fundamental questionar: por que precisamos desse conceito para reconhecer a divindade em nossas vidas? E, mais importante, o que ganhamos ao libertar-nos dessa ideia demonizadora?

A respeito destas acepções tratei no texto: Demônio, Satã, lucífer um conceito complexo e perverso: na igreja e fora dela!

A figura do demônio remonta a tradições antigas, incluindo o zoroastrismo, onde o mundo é visto como um campo de batalha entre as forças do bem e do mal. Essa dualidade foi absorvida por várias culturas ao longo da história, incluindo os judeus, que, ao entrarem em contato com o zoroastrismo durante o exílio babilônico, incorporaram elementos dessa visão dualista em suas tradições que perpetuou no Cristianismo e Islamismo, em subsequente. Curiosamente, dentro da tradição judaica, existe a crença de que Deus e o Diabo são, na verdade, aspectos de uma mesma entidade. Essa visão sugere que o mau tem um papel necessário na criação, funcionando como um teste ou uma provação, um opositor (satã) no intuito educativo da evolução moral humana.


Além disso, muitos aspectos dessa dualidade também podem ser encontrados em religiões orientais, que enfatizam a morte dos “demônios interiores”, paixões, vícios. A ideia de que cada um de nós carrega conflitos e sombras dentro de si é central para tradições como o budismo e o hinduísmo. Nessas práticas, a verdadeira iluminação é alcançada através da compreensão e da transformação dessas forças internas, em vez de simplesmente lutar contra elas ou sublima-las. A morte dos demônios interiores não é uma erradicação, mas uma integração que permite um estado de equilíbrio e harmonia consegue mesmo, reconhecendo os erros e aprendendo ...

Essas crenças coletivas sobre a figura do Diabo, Demônio e Satanás têm sido usadas para manipular a psique humana, gerando um estado de medo que desencadeia comportamentos destrutivos, refletidos em conflitos, desigualdade e desespero. Esse clima de pânico e insegurança afeta as ações cotidianas das pessoas, que muitas vezes agem de maneira inconsciente, guiadas por um medo internalizado dos "poderes" que julgam governar suas vidas. Assim, a espiritualidade, em vez de proporcionar conforto e conexão, se transforma em uma fonte de opressão/medo.


Libertar-se dessa necessidade de um Demônio para validar a presença de Deus é um passo crucial na evolução espiritual. Precisamos urgentemente desconstruir a ideia de que a fé só pode existir em oposição ao mal, e algo remoto de uma educação tradicional do medo e da culpa, castigar para educar, como animais sendo adestrados, no que parece, no século XXI, não cabem mais. A noção de que a bondade precisa de um antagonista para ser compreendida é uma crença limitante que nos mantém presos a uma visão binária do mundo não mais necessária. Em um contexto onde a "espiritualidade" é muitas vezes vista como uma luta constante contra forças externas, a verdadeira essência do divino se torna obscurecida.



A morte do conceito de Demônio representa a possibilidade de um novo paradigma: um mundo onde a "espiritualidade" é construída sobre a aceitação e a unidade, em vez da separação e do medo. Ao abandonarmos a crença no Demônio, abrimos espaço para que a bondade e a luz prevaleçam, permitindo que a verdadeira essência divina se manifeste em nossas vidas. Essa transformação é vital para alcançarmos o paraíso – não apenas como um estado final, aos Salvos do mundo, mas como uma experiência cotidiana de amor, paz e harmonia aqui mesmo.



Quando deixamos para trás a ideia do Demônio, esse ídolo obscuro no subconsciente coletivo,  começamos a ver a humanidade de uma maneira mais compassiva. Em vez de demonizar os outros, julgar o mundo, sente-se parte dele enquanto agentes de mudança, sendo encorajados a entender suas lutas e imperfeições. Isso não significa que devemos ignorar o mau; em vez disso, devemos abordá-lo com empatia, reconhecendo que todos nós estamos em um caminho de aprendizado e crescimento. Ao adotarmos uma visão mais integrada da experiência humana, podemos trabalhar juntos para construir um mundo mais justo e amoroso.


Em resumo, a crítica ao termo "Demônio" não é apenas uma reflexão teórica, mas um chamado à ação. Precisamos questionar o que esse conceito tem feito às nossas vidas e às nossas relações ao longo do tempo. Ao desmistificar e libertar-nos do medo que ele gera e sua manipulação por outros, podemos finalmente abraçar a verdadeira espiritualidade, onde Deus não é uma figura distante, mas uma presença viva em nosso cotidiano (deus), acessível e real. Somente então poderemos verdadeiramente alcançar o paraíso (na Terra mesmo) que todos almejam – um estado de ser enraizado na compreensão, no amor e na unidade.



 


               As Queimadas Criminosas no Brasil: Um Retrato da Ignorância e da Negligência

Gabriel Rodriguez

Nos últimos anos, mas especialmente neste dias, o Brasil tem enfrentado um grave problema com queimadas criminosas, que não afeta apenas a saúde ambiental, mas também reflete uma profunda ignorância e negligência por parte de alguns grupos. De acordo com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, todos os focos de queimadas florestais registrados no país são resultado de ações humanas, embora ainda não seja possível confirmar a existência de uma ação criminosa orquestrada. No entanto, há sinais preocupantes de práticas suspeitas, como a distribuição uniforme de incêndios ao longo das estradas, o que sugere uma coordenação deliberada.



Os incêndios florestais são frequentemente justificados de forma escusa por alguns como uma forma de obter lucro imediato, seja para expansão agrícola ou para a criação de pastagens. No entanto, essa abordagem ignora os sérios custos ambientais e científicos. As áreas queimadas, que poderiam ser ricas em biodiversidade e fontes de compostos naturais valiosos para medicamentos e cosméticos ou turismo ecológico, são destruídas, prejudicando o potencial de descobertas científicas e diminuindo os benefícios económicos futuros.


Além disso, a situação é agravada pelo fato de que o Brasil está enfrentando uma estiagem crítica, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. A baixa umidade do ar e a multiplicação dos focos de incêndio têm levado a uma propagação da fumaça que afeta até mesmo grandes centros urbanos, como Brasília. Este cenário de seca extrema e a presença de fumaça nas cidades evidenciam a gravidade da crise ambiental.



Os impactos das queimadas vão além da perda de vegetação. O solo, uma vez rico em nutrientes, torna-se empobrecido e suscetível à erosão após os incêndios, o que prejudica tanto a agricultura quanto a criação de gado. A degradação do solo resulta em terras improdutivas, que não apenas afetam a produção agrícola, mas também comprometem a sustentabilidade de sistemas de criação animal.




Além disso, a queimada de áreas verdes em momentos críticos de estiagem agrava a poluição do ar, resultando em problemas respiratórios e cardiovasculares para as populações locais. Essa situação é exacerbada pela falta de políticas eficazes e pela insuficiência de brigadistas no campo. Atualmente, há um número recorde de brigadistas mobilizados, com 800 pessoas no Pantanal e 1.400 na Amazônia, mas a magnitude do problema ainda exige mais esforços e recursos.


Outrossim, a ideologia de extrema-direita tem contribuído para a propagação dessas práticas destrutivas ao promover uma visão "nacionalista as avessas, de passar a tal boiada", ou seja, que prioriza a exploração indiscriminada dos recursos naturais/ e das pessoas. Em analogia: essa abordagem ecoa a perversa destruição dos índios nos EUA, onde a avareza e o desprezo pela vida indígena levaram à devastação de suas terras e culturas. A narrativa de progresso e desenvolvimento, frequentemente vendida como uma conquista nacional disfarça a real devastação que resulta da desconsideração pela sustentabilidade e pelos direitos ambientais e humanos. Essa perspectiva não apenas ignora a complexidade dos ecossistemas, mas também desconsidera os benefícios em longo prazo da preservação ambiental. O discurso que minimiza a importância da proteção ambiental em nome de uma exploração econômica imediata reflete uma visão dissuada e prejudicial. É urgente que reflitamos sobre a necessidade de um projeto nacional focado no desenvolvimento sustentável, para que não continuemos à mercê da ignorância e das consequências devastadoras de "ações impensadas".



O presidente do IBAMA também destaca a necessidade de repensar as estratégias em relação às mudanças climáticas, sugerindo que o país precisará investir mais em tecnologia e adotar novas abordagens para enfrentar a crise ambiental. No entanto, a continuidade das queimadas e a falta de ação efetiva indicam que essa mudança de perspectiva ainda está longe de ser alcançada.



É imperativo que a sociedade e o governo adotem uma abordagem mais consciente e informada em relação à gestão ambiental. As queimadas criminosas não são apenas um problema local, mas um desafio global que afeta a saúde do planeta e a qualidade de vida das gerações futuras. Investir em educação ambiental, promover a pesquisa científica e implementar políticas eficazes são passos essenciais para reverter os danos causados e garantir um futuro sustentável.



Por fim, a verdadeira prosperidade não se encontra na destruição dos nossos recursos naturais, mas na capacidade de utilizá-los de maneira sustentável e responsável a favor do Brasil e dos brasileiros. Portanto, é crucial que o Brasil enfrente essa crise com sabedoria, compromisso e ações concretas para proteger o meio ambiente e garantir um futuro melhor para todos.

Convoco todos os compatriotas de verdade a lutarem pelo Brasil e seu verde!

A maior riqueza do Brasil, 

                           não foi roubada: 

          não é o ouro,  nem prata, 

                         nem muito menos o pau-brasil, 

é essa brava gente, 

                             é o verde cintilante!

que alumia no esperançar 

                               e "dor"                       redentor dos idealistas!



  Deus no Palácio, Bíblia na Legislação: A Crise da Laicidade Brasileira. Gabriel Rodriguez O Estado é uma organização política composta...