Uma pinga, a súplica
do Senhor!
No palco da vida, promessas vãs se desfizeram,
"Vida em abundância" anunciada, em trabalhos sinceros,
se perde.
Contas a pagar, um fardo sincero,
Alegrias escassas, mas a pinga a sorte.
Perdi a infância dos meus filhos pelo trabalho,
Os netos não verei mais, morri, o lamento é aguado.
Entre o trabalho e o amor, balancei na corda,
Mas a abundância prometida foi ilusória e mordaça.
Trabalho árduo, como corrente a arrastar,
Entre sorrisos e lágrimas, a vida a oscilar.
Momentos de alegria, na pinga a se afogar,
A felicidade encontrada:
-Doei meu tudo – e hoje a lastimar.
Mas a abundância prometida foi ilusória e mordaça.
Paguei o preço, sem entender a farsa,
Um pecado obscuro, uma vida que esvai, a passo de cobra.
Na melancolia da existência, um eco persistente,
Promessas quebradas, como coração carente.
Pinga como consolo, nas noites de solidão,
A saudade da felicidade, uma constante aflição.
Vida sofrida, mas no copo a poesia,
Entre as contas a pagar, uma doce merendeira.
Aqui não me deixou a pinga a me guiar,
Entre o amargo da vida, um gole a saborear.
Obrigado, Senhor,
Por mais essa queixa,
Pela tamanha abundância!
Só lamento, com dose,
A vida que se mecha.
Mas Perdoe...
-Perdoe,
essa prosa!?
Sou um pecador ...
na busca dessa aurora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário