terça-feira, 16 de maio de 2023

 

O problema  da economia é:  "político" ou ideológico ?

 A autonomia do Banco Central é crucial para a estabilidade da economia brasileira e a proteção dos interesses do país. A Lei de Autonomia do Banco Central, sancionada em 2021(https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp179.htm), garante mandatos fixos de quatro anos ao presidente e diretores do BC (Banco Central), com possibilidade de recondução, além de prever que a demissão de qualquer diretor seja justificada e tenha o aval do Senado Federal. A alta taxa de juros, contudo, é prejudicial para o crescimento econômico, impedindo que empresários principalmente pequenos e médios, tomem empréstimos e invistam, o que leva à estagnação da economia e alta do desemprego (hoje em 8,8 % a.a, conforme o IBGE, ou seja, 9,4 milhões de brasileiros)  (https://economia.uol.com.br/.../desemprego-trimestre-ibge...).

Embora manter a taxa de juros alta, ou seja, “ uma das mais alta do mundo” (13,75 % a.a),  (https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros) possa ser considerado uma medida para combater a inflação, não é a solução mais adequada, já que a inflação não é causada diretamente pelo consumo. Veja bem: O número de pessoas inadimplentes corresponde a mais de 64 milhões de pessoas, hoje temos 33 milhões de pessoas morrendo de fome no Brasil, sem contar os números de desempregados, uma mostra que a inflação atual não é pelo consumo alto, mas têm outras causas escusas. Dados da pesquisa realizada pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, mostram que a situação da inadimplência é um novo recorde da série histórica do levantamento, precisamos de um plano para reduzir tais números e melhorar o consumo, mas desta vez atrelados á educação financeira, coisa que não foi feita nos governos do PT de outrora.                                                                                                                    

Diante disso, é necessário encontrar um equilíbrio entre a estabilidade da inflação e o estímulo ao investimento e ao emprego, por meio de políticas econômicas bem direcionadas. O governo deve buscar políticas que incentivem os empresários a investirem e a gerarem empregos, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico e social, mas com essa taxa de juros fica muito difícil.

Por fim, é importante ressaltar que manter a taxa de juros alta pode ser uma medida para impedir a inflação, mas também a governança, ou seja, uma medida um tanto ideológica ou/e da politicagem do curral, não existe nada de nacionalista ou patriota nesta medida fúnebre ou insana ao país, uma vez que reduz a capacidade de investimento do governo por meio de políticas públicas assistencialistas e de atuação empresarial na produção de emprego e renda. É necessário que o governo atue com transparência e responsabilidade, buscando alternativas que equilibrem a estabilidade da economia com o desenvolvimento social e o combate à desigualdade e não só acusar o Banco Central. A autonomia do Banco Central deve ser garantida, mas é preciso considerar os efeitos das decisões tomadas pela instituição na economia e na sociedade como um todo. Brasil acima de tudo!?

Gabriel Rodriguez

 

 

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